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Testemunho de Valéria - Barra Mansa - RJ
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| :: Conversão |
Foi depois de um desastre de automóvel, durante a campanha eleitoral de 1994, que o jovem político Anthony Garotinho, ateu e de formação marxista, encontrou Jesus e teve sua vida transformada. Deus passou a ser a referência para todas as coisas. A Bíblia tornou-se sua companheira; a Palavra de Deus, a inspiração até para a vida pública.
Garotinho levou quase um ano até batizar-se na Igreja Presbiteriana em Niterói. Foram quase dois anos, também difíceis, até a esposa Rosinha decidir acompanhá-lo na mesma fé. A maioria de seus nove filhos também segue a Cristo. Hoje, freqüentam juntos a Igreja Presbiteriana Luz do Mundo, em Laranjeiras, próxima à residência oficial do governador do Rio de Janeiro.
Na vida pública, o novo crente enfrentou incompreensões e preconceitos. Adversários políticos colocavam em dúvida a sua religiosidade e até alguns membros da comunidade evangélica desconfiaram da mudança. Garotinho, entretanto, assumiu inteiramente sua fé. Não hesitou em dar seu testemunho em templos por todo o país, mesmo enfrentando preconceitos. Nunca parou de estudar a Bíblia e citá-la em suas entrevistas e discursos, buscando colocar em prática no seu dia-a-dia os princípios ensinados pela Palavra de Deus.
Em casa, reúne-se com a família para conversar sobre a Bíblia. Todos os domingos, está com Rosinha na Igreja Presbiteriana Luz do Mundo, onde é professor da escola dominical, dando aulas na classe de casais. Centenas de convites continuam chegando de todo o país para o ex-governador pregar ou dar seu testemunho.
O encontro com Jesus
No dia 9 de setembro de 1994, durante a campanha eleitoral para o governo do Rio de Janeiro, eu estava indo fazer um comício na cidade de Volta Redonda, no sul do estado, quando o meu carro capotou na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Piraí – Km 215 – na “Curva do Coroado”. Era manhã, por volta das 9h45, quando o Tempra que nos levava foi fechado por um caminhão, bateu no meio-fio, capotou duas vezes, subiu o canteiro central da estrada e chocou-se contra uma árvore.Eu estava acompanhado de minha assessora de imprensa, Ana Paula Costa, que ficou gravemente ferida. Nós dois fomos lançados para fora do carro pelo vidro traseiro.O motorista e o segurança, que também estavam conosco, nada sofreram.A foto em que eu aparecia todo quebrado e ensangüentado foi destaque na primeira página dos jornais. Um depoimento do jornalista Aziz Filho, publicado no Jornal do Brasil de 10/9/94, retrata bem o clima vivido por mim nas horas que antecederam o acidente.
“Às 8h de ontem, no apartamento de dois quartos que aluga em Copacabana, momentos antes de sair para Volta Redonda, Garotinho ainda contava, eufórico, detalhes dos dois comícios feitos na noite anterior na Baixada Fluminense, depois de um dia inteiro de corpo a corpo e carreata em Nova Iguaçu e Belford Roxo: ‘O comício de Austin estava lotado e em Mesquita muita gente ficou firme, com guarda-chuva. Eu arrebentei’. Animado, disse que havia acordado às 6h e se preparava para ‘mais um dia de trabalho rumo à vitória’. Como faz diariamente, tomou comprimidos de vitamina C e beta-caroteno, do tratamento orto-molecular que faz para manter a saúde e a disposição para a campanha.
“O acidente de Garotinho – quatro dias depois de ter cancelado uma viagem a Campos por medo de avião – é uma ironia do destino que deverá servir como um reforço no discurso inaugurado por ele há dois dias em Nova Iguaçu, de que estaria sendo ameaçado de morte por prometer ‘acabar com a máfia dos empresários de ônibus na Baixada’. Garotinho, que fazia mistério sobre a origem das ameaças anônimas, relatou ao Jornal do Brasil ter recebido uma ligação em que alguém o ameaçou, exigindo que parasse de fazer discursos contra os empresários.
“No início, não levei a sério porque pensei que fosse coisa de político e ninguém ia cair na besteira de fazer isso. Quando o sujeito falou que era da Baixada, fiquei preocupado’, disse. ‘Você não vai ganhar mesmo e, depois das eleições, a gente acerta as contas’, teria dito o autor do telefonema. Garotinho passou a andar com dois seguranças disfarçados de cabos eleitorais.
“Na segunda-feira, ele desceu de um avião que o levaria do Aeroporto Santos Dumont a Campos, sua cidade natal, para participar de um debate entre candidatos ao governo. Assustado com o fato de a aeronave ter voltado ao hangar para a substituição de um equipamento, desistiu da viagem. A mãe do pedetista, Samira, 62 anos, recorda que o filho sempre teve medo de avião. Quando era deputado estadual, cancelou vários vôos de Campos para o Rio...”
Estávamos acompanhados naquela viagem por outro carro com o pessoal de apoio. Eles vinham atrás de nós e foram os primeiros a nos socorrer. Logo em seguida chegou a equipe dos “Anjos do Asfalto” – grupo de apoio a acidentados que atua na rodovia. Depois dos primeiros socorros, fui levado para o Hospital da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Na ambulância, eu gritava de dor e estava preocupado com a Ana Paula, que, felizmente, depois de um período difícil no CTI, veio a se recuperar completamente.
Cheguei ao hospital por volta do meio-dia com fraturas múltiplas no braço direito e traumatismo no tórax. Cerca de uma hora depois eu já estava sendo submetido a uma cirurgia que durou 4 horas e 30 minutos e foi realizada pela equipe do ortopedista Dr. Guilherme Martins. Os médicos colocaram uma placa de platina no meu braço direito, do ombro ao cotovelo, e dez parafusos. Eles chegaram a ter que tirar uma lasca do meu osso ilíaco da perna esquerda para fazer um enxerto. O meu estado era muito delicado e inspirava cuidados. Precisava ficar em observação e repouso absolutos.
A previsão do médico era de que eu ficaria 15 dias no hospital – pelo menos 10 sem andar!
Achei que Deus estava falando comigo
Naquele hospital um fato mexeu com minha cabeça e mudou a minha vida. Foi o acontecimento usado por Jesus para fazer de mim uma nova criatura.
Espero não espantar algumas pessoas com o que vou contar. Sei que cada cristão teve a sua forma de encontrar Jesus e se relacionar com ele. Por isso quero frisar que o meu testemunho é pessoal, não é para ninguém ficar comparando com a sua vida. As diversas denominações e os diversos níveis de formação intelectual das pessoas podem fazer com que o que estou contando venha a incomodar alguns. Mas não posso fazer nada. Tenho de contar a verdade sobre o que aconteceu.
Quando houve o acidente, não pude ver nada. Na hora em que o carro capotou, estava distraído da viagem e concentrado numa entrevista para uma rádio de Volta Redonda. Falava da panfletagem que planejava fazer na porta da usina entre os operários. Quando tomei consciência da situação, já estava caído do lado de fora do carro.
Apesar disso, naquela primeira madrugada depois de tudo acontecer, às 3 da manhã, no quarto do hospital, recém-operado, pude ver o acidente passando na minha frente como se fosse um filme, cada detalhe. O carro capotando, meu corpo sendo jogado pelo vidro de trás da janela, batendo com o braço na rocha, os momentos que fiquei ali jogado no chão, a minha assessora de imprensa também sendo atirada para fora do carro. Foi realmente uma visão. Muita gente chegou a dizer que era efeito da anestesia, mas aquilo teve para mim um significado mais profundo e especial. Sentia que era algo sobrenatural, da parte de Deus.
Aquela visão me fez entrar numa crise convulsiva de choro. Chorei várias horas naquela madrugada, mais do que todas as vezes que chorei em toda a minha vida. E eu sentia algo quente queimando dentro de mim.
Minha esposa, Rosinha, vendo que eu chorava profundamente, levantou-se e perguntou se eu estava passando mal.
– O que está havendo com você? Eu sempre fora uma pessoa muito controlada e segura, que chorava raríssimas vezes. Respondi que fisicamente estava bem.
– É que tem uma sensação esquisita, um troço quente queimando dentro de mim e eu não estou conseguindo me controlar.
Rosinha insistiu na pergunta:
– Mas o que está acontecendo? Eu nunca vi você chorar tanto assim. Está sentindo dor?
– Não sei, perdi o controle – busquei responder de forma genérica. Tentava não falar para ela as palavras que vinham na minha boca, mas não agüentei:
– Parece que Deus está falando comigo! Quando Rosinha ouviu isso, olhou paramim de forma ainda mais compassiva e preocupada. Achava que eu estava impressionado com o acidente, que a operação, os remédios e a anestesia estavam me causando problemas.
– Vou chamar a enfermeira. Rosinha saiu do quarto e eu fiquei lá dentro pensativo e soluçando. Perguntava-me o que seria aquilo que aquecia o meu coração, quando a enfermeira chegou. Ela mediu minha pressão... estava 11 por 7, tirou minha temperatura... tudo normal. Diante da aparente normalidade do quadro clínico, pediu que eu explicasse melhor o que estava sentindo. Contei-lhe o mesmo que dissera a Rosinha.
– O senhor está sentindo dor? – indagou ainda a jovem.
– Não, mas parece que Deus está falando comigo.
A minha resposta diferente dissipou as dúvidas da enfermeira quanto ao aspecto físico e a levou a tomar uma decisão.
– Como profissional eu posso garantir que complicações físicas o senhor não tem. Agora, esse negócio de Deus não é comigo. Tem uma outra enfermeira aqui no hospital que é crente. Já que o senhor está falando de Deus, vou chamá-la porque ela entende dessas coisas.
Fiquei tentando imaginar o que viria a acontecer. Uma crente conseguiria decifrar o mistério e tirar minhas dúvidas?
A chegada da outra enfermeira não demorou muito. Relatei para ela a mesma história, o que fez com que ela confessasse estar afastada da igreja. Disse-me que o pessoal do hospital costumava afirmar que ela era crente e ela não negava porque isso a ajudava a tranqüilizar os doentes mais tensos, facilitando seu trabalho.
– Na verdade, meu pai que é crente da Assembléia de Deus. Só que aqui no hospital, quando os doentes estão muito nervosos, faço uma oração para acalmá-los. Mas como o senhor é diferente, é autoridade, se quiser eu peço ao meu pai para que ainda nesta manhã, antes de ir à igreja, dê uma passadaaqui no hospital para orar. O senhor aceita?
Não dava para imaginar que eu, um comunista de carteirinha, materialista duro, fosse admitir um pastor entrar no meu quarto no hospital para falar comigo e muito menos orar. Mas é em histórias como essa que a gente percebe como Deus entra numa vida justamente naqueles momentos em que se está fraco. A minha situação não oferecia escolhas. O que fazer? Eu estava ali todo arrebentado, cheio de parafusos, chorando sem parar.
– O senhor aceita? – repetiu a moça.
Deus estava mesmo falando comigo!
Naquela manhã, chegou à porta do meu quarto um homem muito humilde, com a Bíblia debaixo do braço... Ele abriu a porta suavemente e pediu permissão para entrar. Confesso que quando a enfermeira disse que enviaria o pai dela, da Assembléia de Deus, para falar comigo, fiquei aguardando um destes pastores engravatados, de fala bonita e cheio de pose. Mas não foi assim. Aquele senhor idoso, com roupas muito simples e fala mansa, ficou me olhando de longe, aguardando a permissão para entrar. Acenei para que ele entrasse.
Ele se aproximou e pegou na minha mão.
– “Seu” Garotinho, o que o senhor está sentindo?
Contei a história toda outra vez e repeti com ansiedade a frase: “Parece que Deus estáfalando comigo”, o que provocou uma resposta firme, rápida e surpreendente.
– Parece não. Ele está mesmo falando! – disse o irmão sem pestanejar e prosseguiu com uma pergunta:
– O senhor sabe o que é esse negócio quente dentro do seu coração? Eu nem imaginava.
– O senhor está pensando que é azia, não é? Mas isto é o Espírito Santo de Deus queimando todos os seus pecados. “Seu” Garotinho, o senhor tem que entregar a sua vida para Jesus.
Eu fiquei ali olhando para ele sem falar nada. Podia dizer que não acreditava? O que queria era saber o que estava me desnorteando.
– Posso fazer uma oração por você? – perguntou o estranho visitante.
Quando respondi afirmativamente, o homem colocou a mão em minha cabeça, começou a falar umas línguas estranhas que naquela época eu não entendia o que eram, e começou a falar alto: “Espírito Santo, entra nessa vida e queima tudo!” E, voltando-se para mim, arrematou:
– Entrega a tua vida, Garotinho. Jesus está te chamando.
Quando ele disse aquilo, eu arregalei os olhos e dei um pulo na cama. Pensei que ia morrer. “Pronto, agora eu vou”. Estava lá todo quebrado do acidente, e o crente, com a Bíblia na mão, dizendo que Jesus estava me chamando. Eu não entendi e pensei logo no pior. Mas o irmão, percebendo minha inquietação, virou-se novamente e explicou:
– Calma, Garotinho. Jesus está te chamando para a vida. Não é a sua hora ainda. Esse acidente foi um chamamento de Jesus para você em outro sentido. Você deve ser um sujeito instruído, deve ter estudado muito e não devia dar ouvidos a Deus. Então ele parou você com essa violência toda e o tirou da correria. Você acredita nisso?
Antes que eu respondesse, ele completou:
– Nunca fale mal deste acidente. Bendito acidente que parou você na hora maisimportante da sua vida. O que aconteceu foi para você encontrar-se com Jesus.
Fiquei ouvindo aquilo tudo e imaginando a dificuldade para obedecer a ordem daquele homem de Deus. Ainda mais com as pesquisas nos jornais do período apontando que eu estava empatando com o meu adversário. “Garotinho empata com Marcelo Alencar”, afirmavam. E eu sabia que já estava até na frente dele em muitos municípios, inclusive os da Baixada. Talvez, se não fosse o acidente, eu tivesse sido eleito governador do Estado já na primeira tentativa!
E o homem dizendo para eu não ficar chateado com o acidente...
– Você pode até perder a eleição, Garotinho, mas vai ganhar a vida eterna a partir de hoje. Esse acidente tem um propósito na sua vida.
Hoje que já sou crente, posso compreender o que ele dizia e fazer coro: “Bendito acidente que me tirou a vitória”. Perdi aquela eleição, mas ganhei outra que mudou a minha vida totalmente. Sou um servo do Senhor Jesus, salvo por ele para uma vida eterna de paz, alegria e amor que começa aqui na terra e se estende até o reino dos Céus. Se fosse eleito governador naquele tempo, talvez nunca conseguisse conquistar essa alegria de ser um crente convertido pelo sangue de Cristo.
Mas naquele tempo eu não entendia nada das coisas espirituais e o homem insistia na pergunta: “Você crê nisso?” Eu permanecia com o pé atrás, sem perceber o alcance das coisas que ele falava. “Entrega a tua vida pra Jesus”. Eu estava confuso e, naquele primeiro momento, respondi que as circunstâncias não permitiam que eu aceitasse Jesus.
– Como é que vou virar crente? Sou de uma cidade com 70% da população católica e 30% destes de grupos tradicionalíssimos.
Campos é uma das cidade mais católicas do país e a mais católica do estado. É onde está a sede da igreja tradicional. São 23 igrejas em que os padres ainda celebram a missa em latim e de costas para o público. Éa sede da TFP. Eles desfilam pela cidade carregando bandeiras.
Toda essa situação, a visão, a conversa com o crente e aquele convite criaram um conflito dentro de mim. O homem enviado pela enfermeira se foi e eu fiquei mais algum tempo no hospital terminando minha recuperação.
Tentava resolver os conflitos internos com a lógica, calculando o prejuízo da conversão: “Estamos em setembro e a eleição está marcada para o dia 3 de outubro. Os crentes não vão votar em mim por não acreditarem na veracidade da minha história e ainda perco os votos dos católicos...” Mas, no íntimo, o meu coração estava pegando fogo.
Eu continuava sem entender como um acidente podia ser bênção, mas antes de sair do hospital recebi outros irmãos que vieram orar comigo. Todos também diziam para eu entregar a minha vida a Jesus. Eu hesitava.
Quando finalmente saí do hospital, procurei um pastor de uma igreja que visitei durante a campanha. O pastor Túlio Barros também me disse que o acidente tinha sido uma bênção e que a vontade de Deus iria se concretizar na minha vida. E ainda queria me batizar!
– Você deve orar pedindo para conhecer a vontade de Deus. Depois da resposta do Senhor volte aqui e me diga a sua decisão. Mas lembre-se: esse acidente foi um propósito de Jesus na sua vida – orientou o pastor.
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EDILAINE CRISTINA R. DA SILVA
26/2/2009 07:28:53
Valentim Gentil - SP
"Paz do Senhor, amados intercessores, peço oração em favor do meu esposo Jacó Vieira da Silva, libertação do vicio do alcool e tabagismo e salvação de..."
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FRANCIS ROSA DOS SANTOS NATUR
25/2/2009 11:44:37
Timon - MA
"A Paz do Senhor Irmão Garotinho, eu me chamo Francis Rosa, venho através deste E-mail, para contar meu testemunho e quero que o senhor conte no ar, po..."
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